O computador que lê os olhos: Como a IA pode prever o Alzheimer com até 15 anos de antecedência.
Sabe quando você esquece onde deixou a chave de casa ou simplesmente não lembra o nome de um conhecido? Dá aquele gelo na espinha, não é?
Pois é, cientistas de Hong Kong descobriram um jeito de usar a Inteligência Artificial para avaliar se esses esquecimentos bobos podem virar algo mais sério no futuro. Com o novo Humansa BrainSpark Program, desenvolvido em parceria com a i-Cognitio Sciences (uma spin-off da Universidade Chinesa de Hong Kong), os médicos conseguem prever os primeiros sinais de Alzheimer de 10 a 15 anos antes de qualquer sintoma clínico aparecer.
É uma tecnologia revolucionária e pioneira no mundo.O mais incrível é como essa inovação faz tudo isso sem precisar de nenhum exame invasivo ou doloroso. Através da tecnologia de imagem da retina i-Cog Brain Health, o sistema de computador precisa apenas “olhar” para fotografias comuns do fundo do seu olho.
Como a retina é uma extensão do cérebro, a IA analisa as alterações microscópicas nos vasos sanguíneos e nervos oculares. Essas alterações são tão sutis que nem mesmo exames convencionais de ressonância magnética conseguem detectar.
Para chegar a esse nível de precisão que varia entre 80% e 92%, o modelo matemático foi exaustivamente treinado e validado com quase 13 mil imagens de pacientes de várias etnias e países. O estudo global contou com a colaboração de grandes instituições de Cingapura, China, Estados Unidos e Reino Unido.

Descobrir um problema desses com tanta antecedência muda completamente o jogo. Ganhar mais de uma década de vantagem dá um tempo precioso, já que pesquisas apontam que 45% dos casos de demência podem ser prevenidos ou adiados se os fatores de risco forem controlados cedo.
Você imaginava que uma simples foto dos seus olhos seria capaz de proteger o seu cérebro com tanta antecedência?



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